sábado, 10 de janeiro de 2015

Aquela Noite

Só mais um amante de papel.
É de noite e a cama ainda está fria.
Sonhos e desejos numa noite vazia
Derretidos num ingrato amor de fel.

Saudade maior que em qualquer dia.
Como ter estrelas e não ter céu,
Como ter abelhas que não fazem mel,
Tenho aqui o amor mas não tenho a poesia.

Um solitário 'adeus' perverso
Era tudo que ela me dizia.
Assim então me despeço.

Pois nada mais faria
De que vale ter o verso
Se não tenho a poesia?

              Jean Rech                                                                            

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Tara da Noite/Inverno Primaveril

Era de noite e o frio foi iminente
E mesmo assim, com o calor de tanta gente,
O inverno estava no vazio dentro de mim.

Vi o futuro escorregar dentre meus dedos,
O mel despencar dentre meus lábios,
O sal escorrer do meu olhar...

Vi meu corpo tornar-se álgido,
Minha alma amarga,
Meus sonhos... bem, que sonhos?

Tornou-se frágil o meu querer,
Tornou-se ausente o meu refúgio,
Tornou-se ontem o que era amanhã.

É de manhã e o sol aquece minha cama
Ardente como o desejo de uma nova era,
Mas suave e brando, como se já fosse primavera.

O presente num presente dando-me as mãos,
Um doce sorridente beijando-me a boca.
Apenas fecho os olhos para enxergar melhor.

Adormeço num abraço acalorado
Descansando minha alma fadigada,
Sonhando... Sonhando!!!

É de manhã e me dá as mãos o meu querer,
É o sonho que me esquenta no inverno,
É de manhã, e eu apenas fecho os olhos para enxergar melhor.

Jean Rech                    

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Domingo

E brilha o sol num céu de turquesa
Iluminando a beleza no teu corpo que adormece.
Vai-se o sono em tanta nobreza,
Fica a certeza do dia que amanhece.

O desejo esclarece, o corpo incendeia,
A mente se esquece do resto que nos permeia.
A magia acontece num beijo que aquece,
O ego envaidece no ato que anseia.

Então anoitece, a lua aparece.
Só permanece a vontade que cresce,
A gente enlouquece e tudo se ajeita.

   Jean Rech               

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Noturno Andarilho

Cambaleando pelas ruas,
Vagando sem rumo definido,
As vezes paro num semáforo,
Mas você não passa mais por lá.

Te espero ali na praça,
Te espero em minha porta,
Te espero em todo lugar.
Mas você não passa mais por lá.

O que te ocupa aos domingos?
Quem te abraça ao anoitecer?
Se eu não estou contigo,
O que faz pra me esquecer?

O que eu farei aos domingos?
Quem me abraçará ao anoitecer?
Se eu não estou contigo,
Como viverei sem você?

O tempo corre e o seu lado se esfria,
A mente morre, o sal escorre,
A boca grita, mas a cama está vazia.

Sem medo, pois já não tenho nada a perder.
Sem destino, pois você não quer me receber.
Sem plano, sem futuro, sem caminho, sem ódio, só dor.
Sozinho, sozinho... sem meu amor.

                                                                                 Jean Rech

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Talvez haja tempo para um último verso

Te desejo o pôr do sol,
Te desejo mãos dadas para acompanhá-lo.
E nesse fim de tarde alaranjado,
Te desejo um sorriso apaixonado.

Te desejo bailes de primavera
E mil giros até depois de se cansar.
Te desejo a música mais bela,
Criada só pra te fazer dançar.

Te desejo sorrisos de canto de boca
E os abraços mais apertados.
Te desejo o luar com mais estrelas
E melhor, te desejo o pomar mais carregado.

Te desejo mais sonhos que possa sonhar
E mais gargalhadas que possa arrancar.
Te desejo mais orgulhos e menos medos,
Te desejo o mundo e todos os seus segredos.

Te desejo o olhar mais doce,
O pra sempre mais sincero,
O beijo mais profundo,
O aconchego mais terno,
Todo carinho pra te dar calor.
E, principalmente eu desejo,
Que nunca lhe falte amor.

   Jean Rech                                                      

sábado, 2 de novembro de 2013

Pro Início e Pro Fim

Penso, e não paro de pensar,
Por mais que eu tente evitar,
Por mais que eu tente negar,
É incompreensível, não há de ser possível,
Não consigo me enganar.

Me lembrando do seu olhar,
Das suas mãos a me tocar,
Dos diálogos sem fim...
O que há em mim?

Inventando mil desculpas pra não lembrar,
Pra não pensar mais em você.
Em vão tentar ignorar
O que não se pode esquecer.

A muitas noites sem dormir,
Tantos sinais a me confundir,
Tanta coisa pra decidir,
Estou a ponto de delirar,
Desesperar, correr, fugir...
Será que posso me entregar?
Será que posso consentir?
Será que posso te beijar?

Jean Rech

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Dos Versos Perversos

Ela veio como a noite e me abraçou,
E a tempestade cobriu o sol,
Senti na face o gosto do seu beijo amargo
E o corte descontrolado daquilo que derramaram meus olhos.

Ouvi na alma o som de cada palavra
Ensurdecendo a calmaria que ali havia,
Naufraguei naqueles vocábulos
Afogado em uma lama de ira e hipocrisia.

Derrubou-me o peso das memórias
Que ainda estavam intrínsecas em mim,
Abrindo meus olhos a clareza
Da certeza de que era o definitivo fim

Libertei-me daquele pérfido abraço
Atirando-me tempestade afora em busca de um novo sol
Com a imprudência de novos caminhos,
Embora estes com menos espinhos,
Senti raiar, ainda que entre nuvens,
A aurora de um novo amanhã.

Sorri na verdade do novo verso que me diz:
Não importa o que houve na tempestade,
O dia sempre amanhece feliz.

                                                                       Jean Rech

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Epígrafe

(04/08/2013)
Então, senti escorrer a última lágrima
Revolta em tristeza e solidão,
Senti a dor do seu último toque
A dor do meu exílio sem perdão

E o que era belo, virou ilusão?

Sem seu calor na noite fria,
Sem seu brilho ao raiar do dia,
Sem sono pra adormecer,
Sem sentido pra amanhecer.

E o que era belo, virou ilusão?

Era você que estava ao meu lado,
Ou era minha imaginação?
Quem era a flor que me dava bom dia?
De quem era o abraço que me acolhia?
De quem eram os carinhos e beijos?
Quem era a dona dos meus desejos?

Confuso e sozinho,
Não sei o que passou.
Acho que eu não entendia,
Acho que eu não sabia,
Nem sequer conhecia
Aquela que um dia
Meu coração acelerou.

Então, sinto morrer a última esperança
Afogada em álcool e decepção.
Chaveio com cuidado todas as lembranças
No vazio que ficou meu coração

E o que era belo, permaneceu belo.
O que era puro, permaneceu puro.
E tudo que nós tínhamos não era imortal
Mas foi infinito enquanto durou.

                                                                              Jean Rech

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Em Tempestade

De tristeza, hoje o sol se escondeu
Amanheci na incerteza da noite que se perdeu.
No céu, nuvens de sal
Carregadas de insônia e agonia,
Das consequências do passado dia,
Do sono no temporal.

Os olhos sem foco: estão perdidos.
Talvez na esperança de te encontrar,
Os desejos, agora divididos,
Em meus velhos traços comovidos,
Na amarga angústia de te esperar.

E se você não voltar?
E se em teus braços eu não puder acordar?
Será como me privar de ver a aurora,
Será como inexistir a partir de agora.

De tristeza, hoje o sol se escondeu
Tornando trevas o que era pra ser luz.
Sigo meu rumo às cegas
Na tempestade que me conduz.

                                                               Jean Rech

terça-feira, 2 de outubro de 2012

D'ela Pra Ela



Só ela faz...
Meu dia amanhecer, minha noite começar.
Só ela faz...
Meu sol nascer, minha lua clarear.

Só com ela faz sentido viver,
Só com ela vale a pena esperar,
Só com ela é pra valer,
Só com ela quero estar.

Ela deixa tudo lindo,
Ela me faz acreditar
Em sonhos impossíveis,
Em desejos incabíveis,
Em querer me transformar.

Está sempre a me conquistar,
E sempre a me surpreender.
Como não me apaixonar
Por alguém como você?

Só ela me faz sonhar,
Só com ela existe felicidade.
Somente ela quero amar
Daqui pra eternidade.

Espero que ela vá me perdoar
Por ser tão indelicado,
Pois eu só quero ser
Seu eterno namorado!
                                                              Jean Rech

Versos inspirados em Amanda Belmonte

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Estranha Amada

Quando eu a encontrar,
Minha flor mais delicada,
Farei dela meu sorriso,
Minha eterna namorada

Subirei sua sacada,
Gritarei aos quatro ventos:
- És minha única amada,
Dona dos meus pensamentos

Pedirei somente um sorriso
Em troca, darei meu coração.
Será este meu paraíso,
Será tudo o que eu preciso
Pra não ter mais solidão.

Que angústia não tê-la agora,
Além, de aqui dentro de mim.
Se a tivesse nessa hora,
Todo o resto teria fim.

Assim, e somente assim,
Eu terei felicidade,
Pois meu sonho de amor,
Meu pedido, meu clamor
Se tornou realidade!
                                                                      Jean Rech

terça-feira, 28 de agosto de 2012

533 d.C

Como um sonâmbulo noturno, vago sem saber a direção. Sentindo falta de não sei bem o que, de não sei bem quem. Sinto que sinto falta do passado, dos velhos seriados, e dos caminhos longínquos que desvendei. Sinto falta dos velhos abraços, dos velhos braços soados, dos amores que plantei. E não reguei, por não saber regar, por não saber voltar, cuidar, entender. Meus ombros caídos e olhos no chão, entregam minha total "animação" de andar, até mesmo um sopro leve, nesse instante, pode me derrubar. Insensato de isso tudo pensar, sentir, me afogar, sei que poderia ser melhor, que faria melhor, se quisesse ser mais, se quisesse buscar, se erguesse minha voz. Mas os abalos mundanos profanam minh'alma, sucumbem meus instintos e princípios, mas de que servem princípios se a mente não está livre? Apesar de me afogar em poças imundas, não sei mais me desesperar, meus "olhos lamentos" continuam a somente enxergar o chão. Enxugo-os e os guardo na escuridão profunda que se encontra meu ser, meu "mim" interior. Peço falsas desculpas se exagero em meu drama, mas só assim posso desenvolvê-lo sem macular um Palco. Devo ser só mais um lamento, eu sei, buscando qualquer forma de reconhecimento, de qualquer jeito ou maneira, tentar ser alguém. Alguém que seja lembrado por grandes obras e grandes atitudes, alguém que possam chamar de um homem de amplitudes!

                                                                       Jean Rech

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sintética

Corro! Mas agora só sei andar
A passos perdidos, sem direção,
Com pés submergidos em total solidão.
Vago, mas sei onde ir,
Diante do fato, só me resta partir.

Sinto! Mas prefiro esquecer,
Esquecer de chorar, de fingir,
Esquecer de ficar, de sentir.
Sentir, parece tão racional,
Sem sentido, tão normal.

Sei! Mas preciso esquecer.
Pra não chorar, pra não fingir,
Pra poder ficar sem mentir.
Saber se é realidade...
Saber, isso vale de verdade?

Penso! Mas só no que pensar.
Quem me dera existir,
Quem me dera sorrir e sonhar.
Mas penso com medo de não pensar,
Penso com medo de alguém me calar.

VIVO! Mas me falta correr,
Sentir o que prefiro esquecer,
Saber que não posso ficar,
Pensar sem medo de sonhar.
Correr, sentir, saber, pensar...
VIVER!
                                                          Jean Rech

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quartetos de Aniversário


Alegre e contente,
Doce e gentil.
Hoje o sol nascente
Só pra ti sorriu.

Puro e inocente,
Seu olhar então se abriu.
Santo e conveniente,
Foi seu dia que surgiu.

Um dia pra louvar e agradecer,
Dia de ser feliz!
Dia pra pular e enlouquecer,
O dia de uma atriz.

Inicia um novo ciclo,
Uma nova canção.
Ouça bem esse hino
Que vêm do seu coração!
                                                            Jean Rech

Ao aniversário de Jéssica Max!!!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Moça

Moça que conheci outro dia
Por que não me levas a sério?
Será que seus olhos não sabem
Que são donos do meu olhar?

Moça, se olhar nos meus olhos verás.
Por que foges da verdade?
Eu nunca quis só amizade!

Moça, minha moça,
Perdoe minha paixão.
Ah, se tu soubesses
Que és a dona do meu coração...

                                                                   Jean Rech

Essa é "antiguinha" também.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amor Sem Fim

Não sei bem o que é
Mas sei que jamais senti.
É algo intenso, que não tem fim.
Seja o que for, tomou conta de mim.

Penso se o que sente também é assim,
Penso também se você pensa em mim.

Deixei me levar pelo coração
E ele me diz que nada disso é em vão.
Tomara que eu possa me encontrar
Pois quero viver somente a te amar.

Agora sei que aqui, dentro do meu peito,
Bate um coração sem jeito
Que pra sempre vai te amar!!!

                                                                  Jean Rech

Essa é bem velhinha, do princípio da minha poesia.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Entre Medos e Desejos


Do estranho, fez-se o próximo,
Do longe, fez-se o perto.
Do perto veio o desejo.
Do desejo, um sonho incerto.

Se é certo ou errado.
Se é sonho ou é real.
Não há como fugir
Dessa atração tão vital

No medo dos seus olhos
Vejo as chamas deste fogo proibido
Na leveza dos seus traços
Sinto a calma do meu sorriso dividido

Entre medos e desejos,
Entre relapsos e alucinações,
Sigo perdido, distraído,
No limbo de minhas próprias emoções

No piscar dos olhos de minh'alma
Vejo o brilho do seu olhar que me acalma,
Permitindo e dando cor ao meu sorriso
Fantasiando, delirando,
Esperando reencontrar meu paraíso!

                                                                      Jean Rech

Um Sonho, Um Desejo, Um Beijo

Tantos beijos inocentes,
Tantos toques sutis,
Tantos desejos ardentes,
Tantos sonhos infantis...

Os velhos sonhos recorrentes,
Dos desejos que eu sempre quis
Com teus beijos inconsequentes,
Sinto falta de ser feliz!

Ao último beijo,
Do primeiro olhar,
És meu sonho e meu desejo

O meu sonho de continuar
A sentir esse desejo
De pra sempre te beijar.

                                                                     Jean Rech
À Suzy Lima

segunda-feira, 5 de março de 2012

Rascunho de Mim

Há tanta falta do seu corpo,
Do seu cheiro, seu olhar.
Há tanta falta do seu rosto,
Dos seus braços, de te amar

Falta do seu jeito, dos desejos, de brincar
Falta dos sorrisos, dos medos, de chorar.

Há tanta falta da sua pele,
Dos seus tapas, de brigar.
Há tanta falta do seu gosto,
Da sua boca, te beijar.

Falta do seu timbre, da sua fé, de gritar
Falta dos seus dedos, suas mãos, te tocar.

Há tanta falta do "boa noite",
Do "pra sempre", de sonhar...
Em todo caso, o que me resta,
Eternamente te esperar......
                                                                       Jean Rech

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sem Você

Sem você,
Sou como céu sem estrela,
Como Romeu sem Julieta
Ou coração sem amor.

Sem você,
Sou como um cantor sem voz,
Um esquilo sem noz,
Um jardim sem flor.

Sem você,
Sou como um barco sem mar,
Dois amantes sem luar,
Um poeta sem dor.

Sem você,
Nada faz sentido,
Nada pode ser vivido,
Nada pode ter valor.

Sem você não sou nada,
E talvez, algo jamais serei,
Quero que saiba agora,
No mais tardar desta hora,
É que sempre te amarei!
                                                     Jean Rech
À Suzy Lima