Só mais um
amante de papel.
É de noite
e a cama ainda está fria.
Sonhos e
desejos numa noite vazia
Derretidos
num ingrato amor de fel.
Saudade
maior que em qualquer dia.
Como ter
estrelas e não ter céu,
Como ter
abelhas que não fazem mel,
Tenho aqui
o amor mas não tenho a poesia.
Um
solitário 'adeus' perverso
Era tudo
que ela me dizia.
Assim então
me despeço.
Pois nada
mais faria
De que vale
ter o verso
Se não
tenho a poesia?
Jean Rech














