terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Cruzados Caminhos

Incertos caminhos
Nos trouxeram ao presente.
Certos confusos,
Certos infusos.
Porém, sempre contentes.

Caminhos de pedras,
Outros de rosas.
Caminhos...Caminhos...
Caminhos de prosa.

De crepúsculos nas montanhas,
Ou de Auroras no Litoral.
Caminhos de águas puras,
Ou de águas de temporal.

Caminhos em  nossa terra
E caminhos em terra alheia,
Nos urbanos caminhos de piche,
E também nos caminhos de areia.

Tantos caminhos em nossa memória
Compõem os versos de cada dia,
Traçando os passos da nossa História,
Tornando eterno nosso Caminho Poesia

Caminhos... Caminhos...
Alguns que não cabem em versos,
Outros, pelo tempo, já dispersos,
Serão sempre cruzados caminhos,
Serão sempre caminhos diversos

Caminhos... Caminhos...
Da poeira das indas e vindas,
Das flores plantadas nos intervalos,
Dos sonhos que temos ainda
Ao amanhecer nos orvalhos

Nas pegadas que deixamos no chão
Dos caminhos que fizemos
Buscando a melhor direção,
Estamos à espera dos novos caminhos
Por vezes separados, porém
Nunca sozinhos.
                                                                   Jean Rech
Dedico estes versos a alguém que foi mais que minha professora, pois também uma grande amiga. Obrigado Cláudia Castelhano.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Confidente Viciado

Quando o dia amanhece,
Eu só penso em você.
Quando o dia entardece,
Eu só penso em você.
Quando o dia anoitece,
Eu só penso em você.
Eu só penso em você.

Tu invades minha mente,
Atormentas o meu ser.
Quem me dera o confidente
Para isso lhe dizer:

Apaixonado estou,
Um viciado, bobo,
Inconsequente e encantado.
Você me conquistou!

Aceita meu carinho, anjinho,
Deixa eu te fazer feliz.
Porque quando estou sozinho,
Eu só penso em você,
Eu só quero você,
Eu e você..
                                                                 Jean Rech

Fiz pra alguém que não merece ser mencionado como inspirador. Coisas da vida...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Elixir Da Vida Eterna

Surge, aos seus olhos tocarem os meus,
Uma energia, um sonho, uma luz
Refletindo a pureza, a alegria que me conduz
Ao encontro com teu sorriso, estrela que reluz

E o tocar da sua pele,
Assim, tão leve, faz meu pulso acelerar,
Límpido como neve, faz o tempo congelar.

A face da beleza que vejo na tua boca,
A atração perfeita que está sujeita a minha de te beijar,
Uma voz doce e quase sempre roca,
A esperança infinita desse momento nunca acabar

Um sentimento incomum, quase raro,
Tomou conta do meu existir.
Pra sempre, muito mais que caro;
O verdadeiro elixir!

Jean Rech

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Poética do Confidente

Desde que te vi,
Logo me apaixonei,
Tudo mudou de cor,
O tempo congelou
E uma estranha magia
Tomou conta do meu olhar

Desde que te vi,
Logo me encantei,
Minha boca secou,
Meu coração acelerou,
Minhas mãos tremiam
E minha mente parou

Quando me perco no teu sorriso,
Quando me encontro no teu olhar,
É como entrar no paraíso
Sem nunca ter estado lá

A beleza que vi naquele rosto,
A pureza que vi naquele olhar,
A inocência que há no teu sorriso,
Só me fazem me apaixonar

E quando tu beijaste minha boca,
Que sonho, que coisa louca.
Cada impulso em meus sentidos
Foram junto com meus lábios
Realizar meus desejos reprimidos

Como é bom,
Que fascínio te encontrar,
Cada segundo, cada momento
Jamais irá acabar.

Preso por minh'alma,
Viciado no teu cheiro.
Tua voz me acalma,
Mas me leva ao desespero

Oh, lindo anjo,
Não renegues meu carinho,
Não deixe que este poeta
Continue tão sozinho

Oh anjo de olhar caramelado,
Venha, atenda meu chamado.
Vem anjo dos olhos de amendoim,
Permita que este sonho nunca chegue ao fim.

Jean Rech

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Soneto de Carmim

Da flor que foi plantada,
Da semente sem cor,
Surgiu meu carinho,
Surgiu meu amor.

De uma rima apagada,
De um verso sem vigor,
Do pensamento mais sozinho,
De um corpo sem calor

Brotou-se a inocência
Do menino que há em mim
Fez-se dele a aparência.

Deste sonho sem fim,
Não quero a tua ausência
Quero você pra mim!

Jean Rech

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sonho de Menino

Os ventos daquela tarde
Mudaram toda a minha vida.
Pois, naquela mesma tarde,
O sol se pôs mais cedo
Abriu espaço para a lua, a minha lua,
Que envolveu-me junto à noite
E trouxe paz ao meu adormecer.
Mostrou-me então num sonho
O anjo que me fez viver

Arrebatado por meu desejo
Vi a face do meu anjo
- Que belo anjo!
Disse eu, admirado.
Deu-me ele um sorriso
Mas permaneceu calado

Andamos de mãos dadas pela noite,
Contemplamos nosso próprio luar.
Quanta alegria, quanta emoção,
Mas que linda sinfonia!
Fez-se em mim uma nova oração

Reinventando o paraíso,
Não tive motivos pra acordar.
Deu luz ao meu sorriso
Após o anjo me beijar

De súbito, despertei desolado,
Aconteceu o que eu temia;
O sonho havia terminado.

Em meus sonhos desde então,
Busco desesperadamente pelo anjo.
Vagando e gritando:
-Oh anjo, torne a me visitar.
Deixaste tuas asas
Mas não posso voar.

Daquela noite,
Sobrou-me as asas do meu anjo
Que jamais sairão de mim.
Sobrou-me também a esperança
De que o sonho não chegou ao fim.

Jean Rech

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Prometeu Acorrentado

Livre adaptação de um monólogo do livro "Prometeu Acorrentado", escrito pelo grego Ésquilo.

     Sentado, de costas para a plateia, com uma garrafa de uísque entre as pernas. No palco há apenas um banco antigo.


Prometeu: Ó Deus, todo poderoso! Meu pai e minha mãe! E todos aqueles a quem um dia dei meu amor e fui rejeitado. Vejam a que ponto cheguei! Vejam todo o sofrimento que abate este pobre homem. Estou preso nestes trajes, estou preso nesta vida medíocre. Ah, meu Deus, será mesmo que não há outra saída? Mas o quê que eu tô dizendo? Como se eu já não soubesse que esse é o meu fim, que isso (retira do bolso um frasco de comprimidos e começa a tomá-los com a bebida) é o que restou pra mim. E o pior; o pior, meu Deus, é que eu não posso contestar nada. E logo eu, logo eu. Depois de tudo que eu fiz, tanto sangue e suor, tanta dor, tantos sacrifícios que fiz por estas pessoas ingratas. Me diz, me diz o que diabos eu fiz pra merecer isto? Acabar tudo assim, jogado num banco velho e imundo, estendido feito um nada, e não há ninguém aqui comigo. E o quê que há? Apenas esta garrafa. (fala com a garrafa) Foi sempre assim, não foi? Somente eu e você, nós dois, sozinhos. (pra plateia) Ninguém ao menos pra rir da minha desgraça, pra rir das inúmeras besteiras que eu falo enquanto covardemente a morte não me livra desta angústia. Não há alguém nem sequer pra rir da minha cara. Mas isso não me é estranho, eu nunca tive amigos, ninguém. Eu nunca nem tive um inimigo, ninguém além de mim mesmo. Vivi pelos outros, vivi apenas para o prazer alheio. Nunca reclamei de nada, mas sempre estive caindo nesse precipício solitário. E o que recebi? Só o desprezível desprezo, a incompreensão geral, e a rejeição total. Eu sei o que pensam, sei que vão dizer que nada justifica, sei que pensam que isto não é necessário, mas vocês nunca se colocaram no meu lugar, este é o mau da desumana humanidade, todos só pensam em si próprios, são piores que porcos, são piores que chacais. Eu tenho vergonha de pertencer a essa grande cagada a que chamam de "civilização".
A culpa disso é toda de vocês, olhem bem para o meu rosto, vejam, isto é por causa de vocês. Já não tenho motivo algum pra ficar próximo de seres tão desprezíveis como vocês. Mesmo assim, hoje tudo me apavora. (último suspiro, morte)

Por: Jean Rech

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pétalas de Cerejeira

Desde a primeira vez,
Quando meus olhos encontraram os seus
Senti que aquele momento seria eterno

Este mesmo olhar
Ainda permanece em seu rosto de menina
Está aí, escondidinho
Permeando seus traços delicados e fortes

E meu olhar de pequenino
Viu crescer esta mulher com olhar de menina,
Viu florescer esta teimosa cerejeira
E viu brotar dela olhos de cereja

Que tu sejas imortal, ó belo olhar
Que não apodreçam nunca tuas cerejas,
E que não sejam profanos e ateus
Pois estes olhos teus
São obra-prima de Deus!

Jean Rech

domingo, 25 de setembro de 2011

O Anjo

As vezes penso que estou louco,
E que minha procura não passa de uma ilusão.
Acho que meu coração está oco,
E minha mente não tem mais razão.

As vezes sinto que não há esperança,
Perdi a fé que me alimentava.
Não sei mais pra onde ir,
Acabou-se o ar que eu respirava.

De repente você me aparece,
Me leva ao seu mundo de paz,
Sinto algo intenso que me envolve,
Adormeço no amor que você me trás.

Agora estou dependente,
Não vivo mais sem teu calor,
Meu corpo está ardente,
Minha alma está sem dor.

Por Jean Rech, dedicado à Suzy Lima

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Último Soneto

Entre todas as coisas,
A ti seria fiel,
De todo o meu amor,
Ao beijo doce feito mel

De alma singela e pura
Que mesmo em face de chama obscura,
Se faça o fim do anel

O triste fim de um papel
Que mostra toda essa amargura
Um anjo negro vêm do céu
Trazer pra mim a minha cura

Na eternidade a te esperar,
Uma morte que se atalha,
Perde-se a vida, perde-se a batalha.

Jean Rech

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Espelho Quebrado

Me olho no espelho,
Só vejo trevas, não vejo luz
E um desejo que me leva
A também dormir na cruz

Um rosto desfigurado,
Todo do avesso,
Um olhar cansado,
Alguém que não conheço

Memórias de um passado castigado,
Um sorriso torto e enferrujado,
Sinais de um sonho sem endereço

A voz trêmula e obscura,
Aparência de um monstro sem ternura,
Uma imagem, um vazio, uma supura!!!

Jean Rech

sábado, 27 de agosto de 2011

Noiva na Janela

Flor que se esconde na janela,
Flor que todas é a mais bela,
Volte o lisonjeio dos seus olhos para mim,
Faça com que esta noite nunca tenha fim.

Oh, anjo que desfocaste a lua,
Nada é mais doce que a boca tua.
Anjo que atormentas o meu ser,
Faça-me teu escravo até o amanhecer

Meu coração, a muito ofegante,
Perdeu-se nos seus olhos de cristal,
Enfeitiçado num perigo constante,
Louco por essa luz fatal.

Fala, ó fonte de esplendor,
Que tua voz aconchega e acalma,
É a melodia que me acole a alma,
É sonho que se faz amor.

Jean Rech

Fiz essa para a peça Romeu e Julieta

Amigos no Asilo

Sempre nos encontraremos,
Mesmo que tudo envelheça, 
Nossa carne, nossa pele, nossa vida.
Mesmo que nossos cabelos embranqueçam,
Mesmo que nossos ossos se curvem 
E nossos músculos se atrofiem,
Mesmo que não haja mais bancos nas praças,
Mesmo que não hajam mais contas á pagar, 
Mesmo que nos afastemos por um longo tempo.
Sempre nos encontraremos, 
Em um lugar qualquer, não importa onde,
Conversaremos e riremos muito, riremos de bobagens, 
As mesmas pelas quais rimos hoje.
Falaremos bem alto, pois é assim que nós falamos,
Veremos casais de jovens amigos,
Lembraremos de quando éramos assim, 
De quando imaginávamos como seria nossa amizade na velhice,
Lembraremos de como vivemos intensamente cada minuto.
Você sabe que envelheceremos juntos, 
Sabe que, mesmo com as nossas mãos enrugadas pelo tempo, 
Elas estarão juntas.
É assim que vejo nosso futuro, é assim que vejo nossa amizade
Como um começo sem fim, como um ciclo, uma aliança...

            Carolina Johanson, Eu Te Amo

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quarteto Secreto nº1

As vezes sinto que o tempo pára
Mas as tormentas continuam dentro de mim
E aquela paz infinita que eu encontrara
Agora começa a ter um fim

E meus versos parecem todos iguais
É como se nada fizesse sentido
Fico sempre com um pé atrás
É como se tudo estivesse dividido

Será que não é loucura...
Ou um sonho qualquer...
Não será só uma aventura...
Será que terei outra mulher?

Quero acordar deste sonho,
Apenas viver na realidade.
Quero viver por mim
E cuidar da minha felicidade.

Anônimo Sem Alma

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Reflexo Sem Alma

Em outro espelho,
Torno a me olhar.
Este é mais velho, 
Mais difícil de quebrar.

Olho e não entendo,
Como pôde acontecer,
Outro espelho quebrado?
Outro monstro a me ver?

Não se cola um espelho quebrado
Pois seu reflexo já morreu.
Quando um coração fica magoado
É uma alma que se perdeu.

Jean Rech

Algumas Lembranças

Tudo cresceu! Tudo mudou! Dois meninos, recém apresentados ao mundo.
Lembro-me da primeira vez que meus olhos se depararam com seu olhar juvenil.
Foi instantâneo, como amigos de berço, eu morria de vergonha.
Você já era tão decidida e séria...
Era uma vidinha de leite.
O tempo passou, passos de criança, uma dezena de anos guardados na lembrança.
Nossa amizade vêm desde aquele sorriso onde faltavam alguns dentes até a carteira de trabalho, muitos anos!

Hoje sinto uma saudade que me aperta o coração. Faltam verbos pra explicar.
Queria te abraçar agora, você deixa?
As vezes sinto isso, essa nostalgia por aquela alegria, então começo a chorar,
Logo começo a rir, lembrando do seu rosto.

Espero que nossa amizade seja sempre como um ciclo de encontros e desencontros,
Mas que nunca tenha um fim!!!

Tudo mudou! Tudo cresceu! O que somos hoje?! Dois meninos, recém apresentados ao mundo...
            Eu Te Amo Mayara Hoffmann!!!

Este é um fragmento de um texto que criei e enviei à menina aí de cima no dia do seu aniversário.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Faço de Conta


Hoje meus olhos se deram conta
Que não há sua luz por perto.
Então eles correram pra espalhar;

Meus braços se deram conta
Que não há seu abraço aqui,
Minha pele se deu conta
Que não sente teu calor,
Minhas mãos se deram conta
Que não entrelaçam em teus dedos,
Meus lábios se deram conta
Que não recebem mais teus beijos,
Minhas narinas se deram conta
Que seu doce cheiro sumiu.
Meu corpo todo se deu conta
Que você não está aqui!!!

Um calafrio me desce à espinha
Indicando que estão próximas as minhas lágrimas.
Meu coração, que bate doente,
Desespera-se a gritar teu nome.
Venha, deixa-o de novo contente!
Por favor...

Minh'alma está dependente,
Traz de volta teu calor,
Volta pra mim, anjo cadente,
Não sei viver longe do teu amor.

Jean Rech

Esta poesia fiz pra minha "menininha", que está longe de mim neste momento.
Eu Te Amo Suzy!!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Último Verso


De tudo, e entre todas as coisas,
A ti eu seria sempre fiel,
De toda luz e todo meu amor,
Ao beijo mais doce que o mel.

Com a alma mais singela e pura,
Que mesmo em face de chama obscura,
Se o faça o fim do nosso anel.

E o triste fim deste simplório papel,
Que mostra essa exacerbada amargura,
Um anjo velho e negro vem do céu,
Trazer a mim, minha cruel cura.

Sem sonho e sem vida,
Na eterna solidão a te esperar,
Apenas meu funesto penar.

Vagando como um andante errante,
Perdido em confusão constante,
Preso em meus desejos de amante.

Já que vivo sem vida,
Com esta morte que se atalha,
Perco minha vida, perco a batalha.

Esta é uma livre adaptação que fiz da minha poesia "O Último Soneto".

domingo, 21 de agosto de 2011

Apenas Mais Uma Vez

Quem me dera o sol brilhasse mais uma vez pra mim,
Quem dera a sua luz retocasse em meus ombros,
Quem me dera o céu abrisse em minha direção,
Apenas mais uma vez...

Quem me dera ter o maior som na garganta
Para que meu brado ultrapassasse as barreiras de toda a insensatez.
Quem me dera transbordar de felicidade.
Quem me dera apenas mai uma vez...

Quem me dera ter forças pra arrancar meus olhos,
Deixar de ver todo esse câncer mundano,
Todo esse manto infame e profano.
Quem me dera inexistir apenas por um minuto.
Eu suplico: apenas mais uma vez!!!!

Quem me dera minhas lágrimas ficassem todas no passado,
Quem me dera descartar este coração cicatrizado,
Quem me dera mais um verso para me calar,
Quem me dera tudo isso eu pudesse evitar.
Quem pudera, apenas mais uma vez...

Jean Rech


domingo, 14 de agosto de 2011

A Carta Que Eu Nunca Te Escrevi

Esse texto é de um "Rap" português, achei que era exatamente o que quero dizer a umas certas pessoas mas não consigo... Talvez isso me ajude...



Desde o começo não sei quem és 
No fundo não te conheço
Se calhar sou o culpado se calhar até mereço,
Quis confiar em ti mas não deixaste ou não quiseste,
Imagino as coisas que tu nunca me disseste
As vezes queria ser mosca e voar por aí,
Pousar em ti,
Ouvir o que nunca ouvi,
Ver o que nunca vi nem conheci
Saber se pensas em mim quando não estás comigo,
Será que és minha amiga como eu sou teu amigo?
Será que falas mal de mim nas minhas costas?
Há coisas em ti que tu não mostras ou já não gostas,
Quantas vezes te pedi para seres sincera
Quem me dera!
Apostei tudo o que tinha,
Saí a perder sem perceber
Surpreendido por quem pensei conhecer...
Não peço nada em troca apenas quero sinceridade,
Por mais que doa e difícil que seja venha a verdade,
Será que me enganas, será que é  verdade quando dizes que me amas?
Será que exagero será que não passa de imaginação? 
Nunca te prometi mais do que podia,
Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia...
E os olhos não mentem quando a boca o faz,
E se ainda não me conheces,
Então nunca conhecerás,
Serás capaz de fazer o que te peço?
Desculpa-me ser mal educado quando stresso assim me expresso...
Sou frio, praguejo o excesso
Se conseguíssemos dialogar já seria um progresso,
A chama enfraquece e está a morrer aos poucos
Porque é que é assim?
Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti.....
Esta é a carta que eu nunca te escrevi!!!

sábado, 23 de julho de 2011

EU ADORO VOAR

Esse texto obviamente não é meu, mas eu queria que fosse... E esse é o motivo para ele estar aqui.

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo,
já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo,
já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida,
já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono,
já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram,
já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou,
já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois,
já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava,
para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram...
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me deem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

terça-feira, 12 de julho de 2011

VIDA - de: Charles Chaplin

“Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei
substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas
inesquecíveis”.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Já fiz amigos eternos,
Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Já fui amado e não soube amar.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas,
mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,

Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e...
...tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo)! Mas sobrevivi!

E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e você também não deveria passar. Viva!!!

Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E
A VIDA É MUITO
para ser insignificante"

terça-feira, 28 de junho de 2011

AMIZADE

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...  
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

Soneto de Fidelidade

  De tudo, ao meu amor serei atento.                       
  Antes, e com zelo, e sempre, e tanto.
  Que mesmo em face do maior encanto
  Dele se encante mais meu pensamento.

  Quero vivê-lo em cada vão momento
  E em seu louvor, hei de espalhar meu canto
  E rir meu riso e derramar meu pranto
  Ao seu pesar ou seu contentamento

  E assim, quando mais tarde me procure
 Quem sabe a morte, angústia de quem vive
 Quem sabe a solidão, fim de quem ama


 Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.  

ALGUNS DOS SONHOS MEUS

     Meus sonhos, quase sempre os confundo com a realidade.
Talvez por medo ou sei lá o que... Só sei que os tenho, e quando isso  
acontece, parecem que são de verdade, então eu curto cada segundo.
Quanto vale um segundo num sonho??? Nos meus, uma eternidade!
     Amo sonhar!!! E sonho menos do que gostaria. É tão bom sonhar
e saber que está sonhando, você está livre, e pode fazer o que quiser.
É magnífico! Quando percebo que estou sonhando, faço tudo aquilo
que no "mundo real" não me é permitido. Voar, ir à lua, ou fazer
coisinhas simples que me agradem. Curto demais aquele momento,
o ruim é quando acordo, com aquele gostinho de quero mais.
As vezes, faço planos antes de dormir, planos sobre o que sonhar.
E, o que acho mais importante, se concentrar em lembrar do sonho
quando acordar, se não, a mais magnífica história da imaginação seja
excluida pelo esquecimento.
     Antes, sonhar. Depois viver!