sábado, 27 de agosto de 2011

Noiva na Janela

Flor que se esconde na janela,
Flor que todas é a mais bela,
Volte o lisonjeio dos seus olhos para mim,
Faça com que esta noite nunca tenha fim.

Oh, anjo que desfocaste a lua,
Nada é mais doce que a boca tua.
Anjo que atormentas o meu ser,
Faça-me teu escravo até o amanhecer

Meu coração, a muito ofegante,
Perdeu-se nos seus olhos de cristal,
Enfeitiçado num perigo constante,
Louco por essa luz fatal.

Fala, ó fonte de esplendor,
Que tua voz aconchega e acalma,
É a melodia que me acole a alma,
É sonho que se faz amor.

Jean Rech

Fiz essa para a peça Romeu e Julieta

Amigos no Asilo

Sempre nos encontraremos,
Mesmo que tudo envelheça, 
Nossa carne, nossa pele, nossa vida.
Mesmo que nossos cabelos embranqueçam,
Mesmo que nossos ossos se curvem 
E nossos músculos se atrofiem,
Mesmo que não haja mais bancos nas praças,
Mesmo que não hajam mais contas á pagar, 
Mesmo que nos afastemos por um longo tempo.
Sempre nos encontraremos, 
Em um lugar qualquer, não importa onde,
Conversaremos e riremos muito, riremos de bobagens, 
As mesmas pelas quais rimos hoje.
Falaremos bem alto, pois é assim que nós falamos,
Veremos casais de jovens amigos,
Lembraremos de quando éramos assim, 
De quando imaginávamos como seria nossa amizade na velhice,
Lembraremos de como vivemos intensamente cada minuto.
Você sabe que envelheceremos juntos, 
Sabe que, mesmo com as nossas mãos enrugadas pelo tempo, 
Elas estarão juntas.
É assim que vejo nosso futuro, é assim que vejo nossa amizade
Como um começo sem fim, como um ciclo, uma aliança...

            Carolina Johanson, Eu Te Amo

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quarteto Secreto nº1

As vezes sinto que o tempo pára
Mas as tormentas continuam dentro de mim
E aquela paz infinita que eu encontrara
Agora começa a ter um fim

E meus versos parecem todos iguais
É como se nada fizesse sentido
Fico sempre com um pé atrás
É como se tudo estivesse dividido

Será que não é loucura...
Ou um sonho qualquer...
Não será só uma aventura...
Será que terei outra mulher?

Quero acordar deste sonho,
Apenas viver na realidade.
Quero viver por mim
E cuidar da minha felicidade.

Anônimo Sem Alma

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Reflexo Sem Alma

Em outro espelho,
Torno a me olhar.
Este é mais velho, 
Mais difícil de quebrar.

Olho e não entendo,
Como pôde acontecer,
Outro espelho quebrado?
Outro monstro a me ver?

Não se cola um espelho quebrado
Pois seu reflexo já morreu.
Quando um coração fica magoado
É uma alma que se perdeu.

Jean Rech

Algumas Lembranças

Tudo cresceu! Tudo mudou! Dois meninos, recém apresentados ao mundo.
Lembro-me da primeira vez que meus olhos se depararam com seu olhar juvenil.
Foi instantâneo, como amigos de berço, eu morria de vergonha.
Você já era tão decidida e séria...
Era uma vidinha de leite.
O tempo passou, passos de criança, uma dezena de anos guardados na lembrança.
Nossa amizade vêm desde aquele sorriso onde faltavam alguns dentes até a carteira de trabalho, muitos anos!

Hoje sinto uma saudade que me aperta o coração. Faltam verbos pra explicar.
Queria te abraçar agora, você deixa?
As vezes sinto isso, essa nostalgia por aquela alegria, então começo a chorar,
Logo começo a rir, lembrando do seu rosto.

Espero que nossa amizade seja sempre como um ciclo de encontros e desencontros,
Mas que nunca tenha um fim!!!

Tudo mudou! Tudo cresceu! O que somos hoje?! Dois meninos, recém apresentados ao mundo...
            Eu Te Amo Mayara Hoffmann!!!

Este é um fragmento de um texto que criei e enviei à menina aí de cima no dia do seu aniversário.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Faço de Conta


Hoje meus olhos se deram conta
Que não há sua luz por perto.
Então eles correram pra espalhar;

Meus braços se deram conta
Que não há seu abraço aqui,
Minha pele se deu conta
Que não sente teu calor,
Minhas mãos se deram conta
Que não entrelaçam em teus dedos,
Meus lábios se deram conta
Que não recebem mais teus beijos,
Minhas narinas se deram conta
Que seu doce cheiro sumiu.
Meu corpo todo se deu conta
Que você não está aqui!!!

Um calafrio me desce à espinha
Indicando que estão próximas as minhas lágrimas.
Meu coração, que bate doente,
Desespera-se a gritar teu nome.
Venha, deixa-o de novo contente!
Por favor...

Minh'alma está dependente,
Traz de volta teu calor,
Volta pra mim, anjo cadente,
Não sei viver longe do teu amor.

Jean Rech

Esta poesia fiz pra minha "menininha", que está longe de mim neste momento.
Eu Te Amo Suzy!!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Último Verso


De tudo, e entre todas as coisas,
A ti eu seria sempre fiel,
De toda luz e todo meu amor,
Ao beijo mais doce que o mel.

Com a alma mais singela e pura,
Que mesmo em face de chama obscura,
Se o faça o fim do nosso anel.

E o triste fim deste simplório papel,
Que mostra essa exacerbada amargura,
Um anjo velho e negro vem do céu,
Trazer a mim, minha cruel cura.

Sem sonho e sem vida,
Na eterna solidão a te esperar,
Apenas meu funesto penar.

Vagando como um andante errante,
Perdido em confusão constante,
Preso em meus desejos de amante.

Já que vivo sem vida,
Com esta morte que se atalha,
Perco minha vida, perco a batalha.

Esta é uma livre adaptação que fiz da minha poesia "O Último Soneto".

domingo, 21 de agosto de 2011

Apenas Mais Uma Vez

Quem me dera o sol brilhasse mais uma vez pra mim,
Quem dera a sua luz retocasse em meus ombros,
Quem me dera o céu abrisse em minha direção,
Apenas mais uma vez...

Quem me dera ter o maior som na garganta
Para que meu brado ultrapassasse as barreiras de toda a insensatez.
Quem me dera transbordar de felicidade.
Quem me dera apenas mai uma vez...

Quem me dera ter forças pra arrancar meus olhos,
Deixar de ver todo esse câncer mundano,
Todo esse manto infame e profano.
Quem me dera inexistir apenas por um minuto.
Eu suplico: apenas mais uma vez!!!!

Quem me dera minhas lágrimas ficassem todas no passado,
Quem me dera descartar este coração cicatrizado,
Quem me dera mais um verso para me calar,
Quem me dera tudo isso eu pudesse evitar.
Quem pudera, apenas mais uma vez...

Jean Rech


domingo, 14 de agosto de 2011

A Carta Que Eu Nunca Te Escrevi

Esse texto é de um "Rap" português, achei que era exatamente o que quero dizer a umas certas pessoas mas não consigo... Talvez isso me ajude...



Desde o começo não sei quem és 
No fundo não te conheço
Se calhar sou o culpado se calhar até mereço,
Quis confiar em ti mas não deixaste ou não quiseste,
Imagino as coisas que tu nunca me disseste
As vezes queria ser mosca e voar por aí,
Pousar em ti,
Ouvir o que nunca ouvi,
Ver o que nunca vi nem conheci
Saber se pensas em mim quando não estás comigo,
Será que és minha amiga como eu sou teu amigo?
Será que falas mal de mim nas minhas costas?
Há coisas em ti que tu não mostras ou já não gostas,
Quantas vezes te pedi para seres sincera
Quem me dera!
Apostei tudo o que tinha,
Saí a perder sem perceber
Surpreendido por quem pensei conhecer...
Não peço nada em troca apenas quero sinceridade,
Por mais que doa e difícil que seja venha a verdade,
Será que me enganas, será que é  verdade quando dizes que me amas?
Será que exagero será que não passa de imaginação? 
Nunca te prometi mais do que podia,
Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia...
E os olhos não mentem quando a boca o faz,
E se ainda não me conheces,
Então nunca conhecerás,
Serás capaz de fazer o que te peço?
Desculpa-me ser mal educado quando stresso assim me expresso...
Sou frio, praguejo o excesso
Se conseguíssemos dialogar já seria um progresso,
A chama enfraquece e está a morrer aos poucos
Porque é que é assim?
Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti.....
Esta é a carta que eu nunca te escrevi!!!