domingo, 25 de setembro de 2011

O Anjo

As vezes penso que estou louco,
E que minha procura não passa de uma ilusão.
Acho que meu coração está oco,
E minha mente não tem mais razão.

As vezes sinto que não há esperança,
Perdi a fé que me alimentava.
Não sei mais pra onde ir,
Acabou-se o ar que eu respirava.

De repente você me aparece,
Me leva ao seu mundo de paz,
Sinto algo intenso que me envolve,
Adormeço no amor que você me trás.

Agora estou dependente,
Não vivo mais sem teu calor,
Meu corpo está ardente,
Minha alma está sem dor.

Por Jean Rech, dedicado à Suzy Lima

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Último Soneto

Entre todas as coisas,
A ti seria fiel,
De todo o meu amor,
Ao beijo doce feito mel

De alma singela e pura
Que mesmo em face de chama obscura,
Se faça o fim do anel

O triste fim de um papel
Que mostra toda essa amargura
Um anjo negro vêm do céu
Trazer pra mim a minha cura

Na eternidade a te esperar,
Uma morte que se atalha,
Perde-se a vida, perde-se a batalha.

Jean Rech

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Espelho Quebrado

Me olho no espelho,
Só vejo trevas, não vejo luz
E um desejo que me leva
A também dormir na cruz

Um rosto desfigurado,
Todo do avesso,
Um olhar cansado,
Alguém que não conheço

Memórias de um passado castigado,
Um sorriso torto e enferrujado,
Sinais de um sonho sem endereço

A voz trêmula e obscura,
Aparência de um monstro sem ternura,
Uma imagem, um vazio, uma supura!!!

Jean Rech