segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Em Tempestade

De tristeza, hoje o sol se escondeu
Amanheci na incerteza da noite que se perdeu.
No céu, nuvens de sal
Carregadas de insônia e agonia,
Das consequências do passado dia,
Do sono no temporal.

Os olhos sem foco: estão perdidos.
Talvez na esperança de te encontrar,
Os desejos, agora divididos,
Em meus velhos traços comovidos,
Na amarga angústia de te esperar.

E se você não voltar?
E se em teus braços eu não puder acordar?
Será como me privar de ver a aurora,
Será como inexistir a partir de agora.

De tristeza, hoje o sol se escondeu
Tornando trevas o que era pra ser luz.
Sigo meu rumo às cegas
Na tempestade que me conduz.

                                                               Jean Rech

terça-feira, 2 de outubro de 2012

D'ela Pra Ela



Só ela faz...
Meu dia amanhecer, minha noite começar.
Só ela faz...
Meu sol nascer, minha lua clarear.

Só com ela faz sentido viver,
Só com ela vale a pena esperar,
Só com ela é pra valer,
Só com ela quero estar.

Ela deixa tudo lindo,
Ela me faz acreditar
Em sonhos impossíveis,
Em desejos incabíveis,
Em querer me transformar.

Está sempre a me conquistar,
E sempre a me surpreender.
Como não me apaixonar
Por alguém como você?

Só ela me faz sonhar,
Só com ela existe felicidade.
Somente ela quero amar
Daqui pra eternidade.

Espero que ela vá me perdoar
Por ser tão indelicado,
Pois eu só quero ser
Seu eterno namorado!
                                                              Jean Rech

Versos inspirados em Amanda Belmonte

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Estranha Amada

Quando eu a encontrar,
Minha flor mais delicada,
Farei dela meu sorriso,
Minha eterna namorada

Subirei sua sacada,
Gritarei aos quatro ventos:
- És minha única amada,
Dona dos meus pensamentos

Pedirei somente um sorriso
Em troca, darei meu coração.
Será este meu paraíso,
Será tudo o que eu preciso
Pra não ter mais solidão.

Que angústia não tê-la agora,
Além, de aqui dentro de mim.
Se a tivesse nessa hora,
Todo o resto teria fim.

Assim, e somente assim,
Eu terei felicidade,
Pois meu sonho de amor,
Meu pedido, meu clamor
Se tornou realidade!
                                                                      Jean Rech

terça-feira, 28 de agosto de 2012

533 d.C

Como um sonâmbulo noturno, vago sem saber a direção. Sentindo falta de não sei bem o que, de não sei bem quem. Sinto que sinto falta do passado, dos velhos seriados, e dos caminhos longínquos que desvendei. Sinto falta dos velhos abraços, dos velhos braços soados, dos amores que plantei. E não reguei, por não saber regar, por não saber voltar, cuidar, entender. Meus ombros caídos e olhos no chão, entregam minha total "animação" de andar, até mesmo um sopro leve, nesse instante, pode me derrubar. Insensato de isso tudo pensar, sentir, me afogar, sei que poderia ser melhor, que faria melhor, se quisesse ser mais, se quisesse buscar, se erguesse minha voz. Mas os abalos mundanos profanam minh'alma, sucumbem meus instintos e princípios, mas de que servem princípios se a mente não está livre? Apesar de me afogar em poças imundas, não sei mais me desesperar, meus "olhos lamentos" continuam a somente enxergar o chão. Enxugo-os e os guardo na escuridão profunda que se encontra meu ser, meu "mim" interior. Peço falsas desculpas se exagero em meu drama, mas só assim posso desenvolvê-lo sem macular um Palco. Devo ser só mais um lamento, eu sei, buscando qualquer forma de reconhecimento, de qualquer jeito ou maneira, tentar ser alguém. Alguém que seja lembrado por grandes obras e grandes atitudes, alguém que possam chamar de um homem de amplitudes!

                                                                       Jean Rech

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sintética

Corro! Mas agora só sei andar
A passos perdidos, sem direção,
Com pés submergidos em total solidão.
Vago, mas sei onde ir,
Diante do fato, só me resta partir.

Sinto! Mas prefiro esquecer,
Esquecer de chorar, de fingir,
Esquecer de ficar, de sentir.
Sentir, parece tão racional,
Sem sentido, tão normal.

Sei! Mas preciso esquecer.
Pra não chorar, pra não fingir,
Pra poder ficar sem mentir.
Saber se é realidade...
Saber, isso vale de verdade?

Penso! Mas só no que pensar.
Quem me dera existir,
Quem me dera sorrir e sonhar.
Mas penso com medo de não pensar,
Penso com medo de alguém me calar.

VIVO! Mas me falta correr,
Sentir o que prefiro esquecer,
Saber que não posso ficar,
Pensar sem medo de sonhar.
Correr, sentir, saber, pensar...
VIVER!
                                                          Jean Rech

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quartetos de Aniversário


Alegre e contente,
Doce e gentil.
Hoje o sol nascente
Só pra ti sorriu.

Puro e inocente,
Seu olhar então se abriu.
Santo e conveniente,
Foi seu dia que surgiu.

Um dia pra louvar e agradecer,
Dia de ser feliz!
Dia pra pular e enlouquecer,
O dia de uma atriz.

Inicia um novo ciclo,
Uma nova canção.
Ouça bem esse hino
Que vêm do seu coração!
                                                            Jean Rech

Ao aniversário de Jéssica Max!!!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Moça

Moça que conheci outro dia
Por que não me levas a sério?
Será que seus olhos não sabem
Que são donos do meu olhar?

Moça, se olhar nos meus olhos verás.
Por que foges da verdade?
Eu nunca quis só amizade!

Moça, minha moça,
Perdoe minha paixão.
Ah, se tu soubesses
Que és a dona do meu coração...

                                                                   Jean Rech

Essa é "antiguinha" também.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amor Sem Fim

Não sei bem o que é
Mas sei que jamais senti.
É algo intenso, que não tem fim.
Seja o que for, tomou conta de mim.

Penso se o que sente também é assim,
Penso também se você pensa em mim.

Deixei me levar pelo coração
E ele me diz que nada disso é em vão.
Tomara que eu possa me encontrar
Pois quero viver somente a te amar.

Agora sei que aqui, dentro do meu peito,
Bate um coração sem jeito
Que pra sempre vai te amar!!!

                                                                  Jean Rech

Essa é bem velhinha, do princípio da minha poesia.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Entre Medos e Desejos


Do estranho, fez-se o próximo,
Do longe, fez-se o perto.
Do perto veio o desejo.
Do desejo, um sonho incerto.

Se é certo ou errado.
Se é sonho ou é real.
Não há como fugir
Dessa atração tão vital

No medo dos seus olhos
Vejo as chamas deste fogo proibido
Na leveza dos seus traços
Sinto a calma do meu sorriso dividido

Entre medos e desejos,
Entre relapsos e alucinações,
Sigo perdido, distraído,
No limbo de minhas próprias emoções

No piscar dos olhos de minh'alma
Vejo o brilho do seu olhar que me acalma,
Permitindo e dando cor ao meu sorriso
Fantasiando, delirando,
Esperando reencontrar meu paraíso!

                                                                      Jean Rech

Um Sonho, Um Desejo, Um Beijo

Tantos beijos inocentes,
Tantos toques sutis,
Tantos desejos ardentes,
Tantos sonhos infantis...

Os velhos sonhos recorrentes,
Dos desejos que eu sempre quis
Com teus beijos inconsequentes,
Sinto falta de ser feliz!

Ao último beijo,
Do primeiro olhar,
És meu sonho e meu desejo

O meu sonho de continuar
A sentir esse desejo
De pra sempre te beijar.

                                                                     Jean Rech
À Suzy Lima

segunda-feira, 5 de março de 2012

Rascunho de Mim

Há tanta falta do seu corpo,
Do seu cheiro, seu olhar.
Há tanta falta do seu rosto,
Dos seus braços, de te amar

Falta do seu jeito, dos desejos, de brincar
Falta dos sorrisos, dos medos, de chorar.

Há tanta falta da sua pele,
Dos seus tapas, de brigar.
Há tanta falta do seu gosto,
Da sua boca, te beijar.

Falta do seu timbre, da sua fé, de gritar
Falta dos seus dedos, suas mãos, te tocar.

Há tanta falta do "boa noite",
Do "pra sempre", de sonhar...
Em todo caso, o que me resta,
Eternamente te esperar......
                                                                       Jean Rech

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sem Você

Sem você,
Sou como céu sem estrela,
Como Romeu sem Julieta
Ou coração sem amor.

Sem você,
Sou como um cantor sem voz,
Um esquilo sem noz,
Um jardim sem flor.

Sem você,
Sou como um barco sem mar,
Dois amantes sem luar,
Um poeta sem dor.

Sem você,
Nada faz sentido,
Nada pode ser vivido,
Nada pode ter valor.

Sem você não sou nada,
E talvez, algo jamais serei,
Quero que saiba agora,
No mais tardar desta hora,
É que sempre te amarei!
                                                     Jean Rech
À Suzy Lima

Soneto a Uma Flor

Em um pomar distante
A flor mais bela avistei.
E, num piscar de olhos,
Jamais a reencontrei.

Era uma flor linda,
Destacada no centro do pomar.
Mas consigo que tal beleza
Seja pra sempre o meu par?

Talvez meu par tu nunca sejas,
Mas como esquecer de ti
Se ao meu lado quero que tu estejas?

Posso dizer que sejas feliz em outros braços,
E que, feliz, a vida levarei.
Mas sei que, feliz sem ti, jamais serei!
                                                                       Jean Rech

Nessa simples e singela poesia, compus meus primeiros versos. E já se vão anos, mesmo assim, ainda a tenho decorada em minha memória.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dezesseis

Há dias que morro de saudade,
Há dias que prefiro te esquecer,
Mas digo agora em verdade,
Isso não pode acontecer.

Mas hoje é diferente,
Sua melhor data no calendário,
Pena eu não te dar ou estar presente,
Pois é seu aniversário!

Que este dia mais que especial
Transmute seu meigo coração
E que se guarde até o final
Cada segundo e cada gesto de emoção

A cada vela que se apague
Que se acenda a esperança
E que essa luz se propague
No seu rosto de criança.
Parabéns!
                                               Jean Rech

Fiz no aniversário de dezesseis anos de Tharielle Balland. Eu Amo Você minha amiga

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Breve Distância

Não digas nunca que te esqueci,
Não digas nunca que fui embora.
Eu apenas envelheci,
Apenas não estou contigo agora.

Jamais irei ver em alguém
A perfeição que há em você,
A beleza dissimulada do seu olhar,
A atração perfeita que está sujeita a minha boca de te beijar

E essa luz resplandecente que emite teu sorriso,
É como um breve sonho em que estou no paraíso
Remetendo-me à tua boca, que me abençoa com teu beijo santo
Tornando mais sagrado nosso amor que se faz manto

 Longe vou, mas permaneço aqui
Confundido com os ventos do luar.
Sozinho e longe do teu calor,
Sedento em te dar meu amor.

Em frágeis rimas simples
Declaro minha imensa nostalgia,
Minha esperança e minha inabalável paixão.
Quero que saibas, Anjo Poesia,
Que te dou todo o meu coração!

Que minha presença na distância
Lhe sirva de algum valor
E que, na distância da minha presença,
Nunca lhe falte meu amor.

De longe ou de perto,
Saibas que estou contigo,
Pra todo o sempre, de peito aberto,
Sem nunca hesitar.
Louco de desejo,
Doido pra te amar.

Do teu calor,
A eterna dependência,
Do teu cheiro,
A inifinita saudade.
Do teu corpo,
A mais terna ânsia,
De você,
A mais breve distância!
                                                                      Jean Rech