terça-feira, 28 de agosto de 2012

533 d.C

Como um sonâmbulo noturno, vago sem saber a direção. Sentindo falta de não sei bem o que, de não sei bem quem. Sinto que sinto falta do passado, dos velhos seriados, e dos caminhos longínquos que desvendei. Sinto falta dos velhos abraços, dos velhos braços soados, dos amores que plantei. E não reguei, por não saber regar, por não saber voltar, cuidar, entender. Meus ombros caídos e olhos no chão, entregam minha total "animação" de andar, até mesmo um sopro leve, nesse instante, pode me derrubar. Insensato de isso tudo pensar, sentir, me afogar, sei que poderia ser melhor, que faria melhor, se quisesse ser mais, se quisesse buscar, se erguesse minha voz. Mas os abalos mundanos profanam minh'alma, sucumbem meus instintos e princípios, mas de que servem princípios se a mente não está livre? Apesar de me afogar em poças imundas, não sei mais me desesperar, meus "olhos lamentos" continuam a somente enxergar o chão. Enxugo-os e os guardo na escuridão profunda que se encontra meu ser, meu "mim" interior. Peço falsas desculpas se exagero em meu drama, mas só assim posso desenvolvê-lo sem macular um Palco. Devo ser só mais um lamento, eu sei, buscando qualquer forma de reconhecimento, de qualquer jeito ou maneira, tentar ser alguém. Alguém que seja lembrado por grandes obras e grandes atitudes, alguém que possam chamar de um homem de amplitudes!

                                                                       Jean Rech

Nenhum comentário:

Postar um comentário