Penso, e não paro de pensar,
Por mais que eu tente evitar,
Por mais que eu tente negar,
É incompreensível, não há de ser possível,
Não consigo me enganar.
Me lembrando do seu olhar,
Das suas mãos a me tocar,
Dos diálogos sem fim...
O que há em mim?
Inventando mil desculpas pra não lembrar,
Pra não pensar mais em você.
Em vão tentar ignorar
O que não se pode esquecer.
A muitas noites sem dormir,
Tantos sinais a me confundir,
Tanta coisa pra decidir,
Estou a ponto de delirar,
Desesperar, correr, fugir...
Será que posso me entregar?
Será que posso consentir?
Será que posso te beijar?
Jean Rech
Um blog criado para expor à todas as classes e gostos os sentimentos deste poeta excêntrico que sou.
sábado, 2 de novembro de 2013
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Dos Versos Perversos
Ela veio como a noite e me abraçou,
E a tempestade cobriu o sol,
Senti na face o gosto do seu beijo amargo
E o corte descontrolado daquilo que derramaram meus olhos.
Ouvi na alma o som de cada palavra
Ensurdecendo a calmaria que ali havia,
Naufraguei naqueles vocábulos
Afogado em uma lama de ira e hipocrisia.
Derrubou-me o peso das memórias
Que ainda estavam intrínsecas em mim,
Abrindo meus olhos a clareza
Da certeza de que era o definitivo fim
Libertei-me daquele pérfido abraço
Atirando-me tempestade afora em busca de um novo sol
Com a imprudência de novos caminhos,
Embora estes com menos espinhos,
Senti raiar, ainda que entre nuvens,
A aurora de um novo amanhã.
Sorri na verdade do novo verso que me diz:
Não importa o que houve na tempestade,
O dia sempre amanhece feliz.
Jean Rech
E a tempestade cobriu o sol,
Senti na face o gosto do seu beijo amargo
E o corte descontrolado daquilo que derramaram meus olhos.
Ouvi na alma o som de cada palavraEnsurdecendo a calmaria que ali havia,
Naufraguei naqueles vocábulos
Afogado em uma lama de ira e hipocrisia.
Derrubou-me o peso das memórias
Que ainda estavam intrínsecas em mim,
Abrindo meus olhos a clareza
Da certeza de que era o definitivo fim
Libertei-me daquele pérfido abraço
Atirando-me tempestade afora em busca de um novo sol
Com a imprudência de novos caminhos,
Embora estes com menos espinhos,
Senti raiar, ainda que entre nuvens,
A aurora de um novo amanhã.
Sorri na verdade do novo verso que me diz:
Não importa o que houve na tempestade,
O dia sempre amanhece feliz.
Jean Rech
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Epígrafe
(04/08/2013)
Então, senti escorrer a última lágrima
Revolta em tristeza e solidão,
Senti a dor do seu último toque
A dor do meu exílio sem perdão

E o que era belo, virou ilusão?
Sem seu calor na noite fria,
Sem seu brilho ao raiar do dia,
Sem sono pra adormecer,
Sem sentido pra amanhecer.
E o que era belo, virou ilusão?
Era você que estava ao meu lado,
Ou era minha imaginação?
Quem era a flor que me dava bom dia?
De quem era o abraço que me acolhia?
De quem eram os carinhos e beijos?
Quem era a dona dos meus desejos?
Confuso e sozinho,
Não sei o que passou.
Acho que eu não entendia,
Acho que eu não sabia,
Nem sequer conhecia
Aquela que um dia
Meu coração acelerou.
Então, sinto morrer a última esperança
Afogada em álcool e decepção.
Chaveio com cuidado todas as lembranças
No vazio que ficou meu coração
E o que era belo, permaneceu belo.
O que era puro, permaneceu puro.
E tudo que nós tínhamos não era imortal
Mas foi infinito enquanto durou.
Jean Rech
Então, senti escorrer a última lágrima
Revolta em tristeza e solidão,
Senti a dor do seu último toque
A dor do meu exílio sem perdão

E o que era belo, virou ilusão?
Sem seu calor na noite fria,
Sem seu brilho ao raiar do dia,
Sem sono pra adormecer,
Sem sentido pra amanhecer.
E o que era belo, virou ilusão?
Era você que estava ao meu lado,
Ou era minha imaginação?
Quem era a flor que me dava bom dia?
De quem era o abraço que me acolhia?
De quem eram os carinhos e beijos?
Quem era a dona dos meus desejos?
Confuso e sozinho,
Não sei o que passou.
Acho que eu não entendia,
Acho que eu não sabia,
Nem sequer conhecia
Aquela que um dia
Meu coração acelerou.
Então, sinto morrer a última esperança
Afogada em álcool e decepção.
Chaveio com cuidado todas as lembranças
No vazio que ficou meu coração
E o que era belo, permaneceu belo.
O que era puro, permaneceu puro.
E tudo que nós tínhamos não era imortal
Mas foi infinito enquanto durou.
Jean Rech
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