sábado, 2 de novembro de 2013

Pro Início e Pro Fim

Penso, e não paro de pensar,
Por mais que eu tente evitar,
Por mais que eu tente negar,
É incompreensível, não há de ser possível,
Não consigo me enganar.

Me lembrando do seu olhar,
Das suas mãos a me tocar,
Dos diálogos sem fim...
O que há em mim?

Inventando mil desculpas pra não lembrar,
Pra não pensar mais em você.
Em vão tentar ignorar
O que não se pode esquecer.

A muitas noites sem dormir,
Tantos sinais a me confundir,
Tanta coisa pra decidir,
Estou a ponto de delirar,
Desesperar, correr, fugir...
Será que posso me entregar?
Será que posso consentir?
Será que posso te beijar?

Jean Rech